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Tecnologias e updates sociais

ByBiblio Fora da Caixa

mar 27, 2021

As tecnologias que invadem as casas, as empresas e as vidas das pessoas estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Desde os avanços ocorridos no período pós guerra muitos aparelhos que facilitam atividades diárias surgiram, assim como a eclosão de uma série de investimentos em aparelhos que pudessem executar funções complicadas em um clique, tornou-se cada vez mais comum. Todavia, os avanços em ciência e tecnologia estão nos conduzindo para caminhos desconhecidos e situações inusitadas.

Esse sentimento de estranheza, muitas vezes nos leva a pensar o pior, em catástrofe mundial, um domínio robótico, ou algo que os filmes tratam como futuristas. Stephen Hawking já se mostrava preocupado com o avanço da Inteligência Artificial (IA) e a capacidade que essas máquinas poderão se “reproduzir”, aprender e criar linguagens próprias sem o controle humano e a partir disso, subprodutos. Pois, teoricamente serão mais rápidos, mais fortes e conseguirão processar um volume maior de informação, um tipo de processo de desumanização. Pois de fato esse ramo se espelha no cérebro humano, sem as suas características emocionais.

É notável que emular os atributos de um cérebro naturalmente impõe as mesmas falhas e as mesmas influências que os criadores possuem, pois ninguém é imparcial o suficiente para negar os caminhos que os conduziram até o produto final. Logo, uma solução tecnológica evoca um modelo de pensamento expresso em uma linguagem de programação. Mesmo que seja para uma tarefa trivial.

Deixando de lado essa apreensão do futuro, podemos observar a constante necessidade de estar por dentro de assuntos relacionados à tecnologia. Talvez por que algumas pessoas não considerem um futuro pessimista para este assunto. Tendo em vista que um conhecimento sólido de ferramentas ou linguagens de programação têm se demonstrado importante na capacitação tecnológica,  a fim de desenvolver soluções rápidas e não para alimentar um problema futuro fundamentado em filmes de ficção.

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Fonte: Pixabay

O que devemos considerar é que alguém que procura uma capacitação tecnológica, seja por meio de cursos, treinamentos, formação, etc., está em busca de uma proficiência em determinada linguagem ou ferramenta para conseguir um trabalho, um estágio, se atualizar ou expandir seus conhecimentos. Talvez exista algum “cientista maluco” querendo dominar o mundo com alguma invenção mirabolante, ou alguém querendo aprender a “mexer no excel”. Certamente as grandes empresas do setor tecnológico estão pesquisando sobre novos gadgets que podem revolucionar a vida no planeta, mas existe um certo espaço entre um protótipo e uma aquisição do consumidor final que mora em uma cidade que não tem 4G e nem um sinal decente de internet.

O Brasil por exemplo, é um país com dimensões continentais e visivelmente desigual, por isso uma capacitação tecnológica pode fazer a diferença, ao invés de apresentar um app onde só precise clicar em botão verde ou vermelho. Incentivando a pessoa a pensar menos e deixando-a na mesma situação de ignorância de antes. O medo da tecnologia é oposto ao futuro desejado. Pois é visível que os avanços ocorridos nos últimos 30 anos são cabalmente significativos em relação aos últimos 500. Não é porque destacamos as bénéfices da tecnologia, que devemos aceitá-la sem uma visão crítica de seu impacto social. O pensamento crítico e o medo é uma estratégia de conservação da própria espécie humana. Tanto para o avanço como o retrocesso, por isso não podemos entrar em um looping de paradigmas e restrições, mas propor soluções que possam fazer a diferença, uma espécie de update social.

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