Notas de corte do Sisu podem ser infladas por veteranos que fazem ‘inscrição fake’ para assustar candidatos


Inscrições no Sisu terminam hoje (23)
As notas de corte parciais do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 podem ter sido infladas por veteranos que, mesmo sem a intenção de entrar na universidade, fizeram inscrições “fake” no programa.
Esse impasse, já registrado em anos anteriores, ganha maior proporção na edição atual: pela primeira vez, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) passou a aceitar a inscrição de quem prestou o Enem não só em 2025, mas também em 2023 e 2024.
E, entre esses “veteranos” de edições passadas da prova, há quem esteja participando do processo seletivo mesmo sem a intenção de entrar em outra faculdade, mostram relatos obtidos pelo g1.
Em resumo, há duas principais motivações seguidas pelos “inscritos fake”:
assustar candidatos e afastar concorrência para ajudar amigos próximos;
colecionar aprovações e postá-las nas redes sociais.
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1- Assustar candidatos para ajudar amigos
Mensagem pede que alunos já matriculados usem notas antigas do Enem para ‘assustar’ concorrentes
Arquivo pessoal
Quem já está na faculdade e tirou nota alta no Enem 2023 ou 2024 tenta “reservar” uma vaga para amigos. A intenção é inflar a nota de corte parcial e assustar quem está interessado em se inscrever.
No fim desta segunda-feira (23), quando o sistema estiver quase fechando e mais nenhuma nota parcial for divulgada, essa pessoa retira a “inscrição fake” e abre espaço para o colega.
“Esse esquema de aceitar três notas do Enem faz com que os já matriculados usem as suas notas para segurar vaga para amigos e assustar concorrentes”, disse um estudante de medicina ao g1.
Outro afirma que já foi procurado para prestar esse “favor” e cadastrar sua nota do Enem 2023, mas não achou ético aceitar.
Apesar de a prática não desrespeitar normas do edital, desestabiliza estudantes que realmente estão lutando por uma vaga. Eles passam a fazer a escolha de curso “às cegas”, com base em notas que podem estar artificialmente mais altas.
➡️O g1 questionou o Inep sobre possíveis mudanças no Sisu 2027 (como voltar a usar apenas o Enem do ano mais recente). Até a última atualização desta reportagem, o órgão não havia respondido.
2- Postar que foi aprovado
Nesse caso, a pessoa não tem interesse em mudar de graduação nem de “reservar vaga” . O que ela busca é cantar vitória nas redes sociais e “colecionar” aprovações.
Para isso, coloca sua nota no Sisu e aguarda a publicação dos resultados. Caso veja seu nome na lista, posta que “entraria na UFF em Medicina”, por exemplo.
Resultado: a 1ª chamada pode ter participantes que, desde o início, já sabiam que não fariam a matrícula. Os demais, que realmente desejam estudar, precisarão aguardar as listas de espera (e provavelmente perderão as primeiras semanas de aula).
“Se você NÃO vai cursar aquele curso de jeito nenhum, não coloque [sua nota] no Sisu, pelo amor de Deus. Isso só atrapalha quem realmente vai se matricular se passar”, postou uma candidata nas redes sociais.
Busca de vagas do Sisu
DivulgaçãoInscrições no Sisu terminam hoje (23)
As notas de corte parciais do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 podem ter sido infladas por veteranos que, mesmo sem a intenção de entrar na universidade, fizeram inscrições “fake” no programa.
Esse impasse, já registrado em anos anteriores, ganha maior proporção na edição atual: pela primeira vez, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) passou a aceitar a inscrição de quem prestou o Enem não só em 2025, mas também em 2023 e 2024.
E, entre esses “veteranos” de edições passadas da prova, há quem esteja participando do processo seletivo mesmo sem a intenção de entrar em outra faculdade, mostram relatos obtidos pelo g1.
Em resumo, há duas principais motivações seguidas pelos “inscritos fake”:
assustar candidatos e afastar concorrência para ajudar amigos próximos;
colecionar aprovações e postá-las nas redes sociais.
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1- Assustar candidatos para ajudar amigos
Mensagem pede que alunos já matriculados usem notas antigas do Enem para ‘assustar’ concorrentes
Arquivo pessoal
Quem já está na faculdade e tirou nota alta no Enem 2023 ou 2024 tenta “reservar” uma vaga para amigos. A intenção é inflar a nota de corte parcial e assustar quem está interessado em se inscrever.
No fim desta segunda-feira (23), quando o sistema estiver quase fechando e mais nenhuma nota parcial for divulgada, essa pessoa retira a “inscrição fake” e abre espaço para o colega.
“Esse esquema de aceitar três notas do Enem faz com que os já matriculados usem as suas notas para segurar vaga para amigos e assustar concorrentes”, disse um estudante de medicina ao g1.
Outro afirma que já foi procurado para prestar esse “favor” e cadastrar sua nota do Enem 2023, mas não achou ético aceitar.
Apesar de a prática não desrespeitar normas do edital, desestabiliza estudantes que realmente estão lutando por uma vaga. Eles passam a fazer a escolha de curso “às cegas”, com base em notas que podem estar artificialmente mais altas.
➡️O g1 questionou o Inep sobre possíveis mudanças no Sisu 2027 (como voltar a usar apenas o Enem do ano mais recente). Até a última atualização desta reportagem, o órgão não havia respondido.
2- Postar que foi aprovado
Nesse caso, a pessoa não tem interesse em mudar de graduação nem de “reservar vaga” . O que ela busca é cantar vitória nas redes sociais e “colecionar” aprovações.
Para isso, coloca sua nota no Sisu e aguarda a publicação dos resultados. Caso veja seu nome na lista, posta que “entraria na UFF em Medicina”, por exemplo.
Resultado: a 1ª chamada pode ter participantes que, desde o início, já sabiam que não fariam a matrícula. Os demais, que realmente desejam estudar, precisarão aguardar as listas de espera (e provavelmente perderão as primeiras semanas de aula).
“Se você NÃO vai cursar aquele curso de jeito nenhum, não coloque [sua nota] no Sisu, pelo amor de Deus. Isso só atrapalha quem realmente vai se matricular se passar”, postou uma candidata nas redes sociais.
Busca de vagas do Sisu
Divulgação g1


